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Resina ou Porcelana: qual a melhor opção?

Resina ou Porcelana: qual a melhor opção?

resina ou porcelana para os dentesQuando pensamos em um sorriso perfeito, a primeira imagem que nos vem à cabeça é a de dentes brancos, saudáveis e alinhados. Infelizmente, porém, tanto a hereditariedade quanto alguns hábitos – como, por exemplo, o de fumar e beber café com bastante frequência – nem sempre nos permitem sorrir nos desejáveis padrões de Hollywood.

E, apesar da existência de técnicas como os aparelhos ortodônticos e próteses dentais, esses são tratamentos longos – algumas vezes, até mesmo dolorosos –, de maneira que, para tanto, o uso de facetas (uma espécie de “unha postiça” para os dentes) tem se mostrado bastante eficiente para corrigir tais problemas.

O uso de resina e de porcelana na ortodontia (especialidade odontológica que previne/trata a posição irregular dos dentes) começou como um tratamento estético provisório, tendo o seu primeiro registro nos anos 40. No entanto, foi principalmente entre as décadas de 70 e 80, com o desenvolvimento de novos materiais mais resistentes, que esse método foi aprimorado e ganhou relevância também funcional. Visando não apenas à estética, mas à saúde do esmalte (parte externa, o componente que é normalmente visto) e da estrutura do dente, o emprego de lâminas de porcelana e de resina composta ganhou espaço como um dos mais significativos tratamentos na área.

As facetas são indicadas para os casos em que os pacientes têm um mau posicionamento dentário ou defeitos estruturais, tais como alturas ou tamanhos muito discrepantes, cáries extensas e fraturas. Além disso, a harmonização da cor dos dentes também é outra recomendação – por exemplo, em situações nas quais o processo de clareamento tradicional não atinge os resultados pretendidos, o paciente poderá escolher o tom desejado.

Apesar de apresentarem uma finalidade semelhante, o uso de resina ou de porcelana possui algumas diferenças.

A resina destaca-se pela sua simplicidade, de modo que a sua aplicação pode ser feita em uma única consulta, sem a necessidade de moldes ou etapas laboratoriais. Se for muito bem feita, com técnica correta de estratificação, e executada por um profissional bastante experiente, tem resultado imediato quase tão bom quanto o da porcelana, sendo que a sua aplicação não exige o desgaste dos dentes (procedimento que torna a base mais “porosa”, potencializando a colagem de facetas de porcelana), preservando, assim, a saúde bucal.  Entretanto, por ser um produto mais “fraco”, a sua durabilidade e resistência – sobretudo em relação a manchas – são bem inferiores.

Por ser mais “nobre”, a porcelana, por sua vez, possui diversas vantagens, sobretudo quanto ao seu caráter definitivo superior. Sua forma, brilho (muito semelhante ao do sorriso natural), textura e cor seguem sem alterações por anos, mesmo em pacientes com hábitos tabagistas e com alto consumo de café (os famosos “vilões” dos dentes brancos).

Por ser também mais elaborada, a aplicação da porcelana é igualmente complexa. Junto ao paciente, o profissional definirá a cor da faceta, a fim de que esta não fique muito diferente dos dentes que permanecerão inalterados (por isso, recomenda-se terminar o tratamento clareador, caso este esteja sendo realizado). Posteriormente serão feitos moldes da mordida, que seguirão para o laboratório. De volta ao consultório já com as facetas ou lentes de contato prontas e após os testes de cor e adaptação, o processo de fixação pode durar cerca de 1 hora. Isto porque o dente também precisa ser preparado com um ácido que permitirá o selamento adequado da porcelana.

Mais trabalho e maior durabilidade, neste caso, também significam maiores custos – e esse é outro ponto que deve ser levado em consideração diante da escolha entre os dois tratamentos, visto que a porcelana pode custar três ou quatro vezes mais que a resina. Embora não haja a necessidade de uma manutenção específica para ambos os casos, em relação à porcelana não existem “reparos parciais”: via de regra, toda a lâmina precisará ser trocada. Por isso mesmo, apesar de mais durável, a possibilidade de que se façam reparos deve ser pensada antes da decisão final.

Conquanto ambos os tratamentos sejam de grande eficiência e não tenham grandes restrições, a escolha por um deles deve sempre levar em conta a opinião do cirurgião-dentista. Problemas como bruxismo (distúrbio que se caracteriza pelo ranger ou apertamento dos dentes em fase de sono e/ou vigília), por exemplo, podem causar danos a algumas facetas, e o desgaste do esmalte impede a boa fixação de alguns componentes da resina. Portanto, é fundamental que a avaliação adequada seja realizada previamente, sendo que, além da mais avançada tecnologia, o SPA Odontológico Luposeli possui profissionais altamente capacitados para orientar cada paciente e realizar o seu sonho de conquistar um belo sorriso.

 


Transcrição do vídeo:

Estética do sorriso com resina ou porcelana, qual escolher?

Dr. Flávio Luposeli: Hoje em dia com a qualidade das novas resinas e o aparamento técnico para sua confecção, é possível conseguir resultados excelentes em resinas diretas. O que deve ser mostrado para o paciente é: em primeiro lugar o investimento, pois tudo tem uma relação entre o investimento feito e o benefício alcançado. Ou seja, é preciso saber quanto – em termos financeiros – o paciente deseja investir no novo sorriso, pois geralmente as reabilitações com porcelana tem um custo maior, principalmente por envolver fases laboratoriais.

A durabilidade

Porcelanas são mais resistentes que resinas tanto na estabilidade do corpo quanto na resistência à fratura.

Resultado

É possível conseguir bons resultados com as duas técnicas, mas as resinas apresentam mais limitações do que as porcelanas, sobretudo em caso de dentes desalinhados e escuros.

Tempo

Nesse quesito as resinas levam vantagem, pois costumam ficar prontas em uma sessão enquanto que as porcelanas ao menos duas sessões são indispensáveis.

Dessa forma, o esclarecimento do paciente e a clareza das informações passadas, ajudarão na melhor escolha para cada caso.

 

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